DOMINGO NO PARQUE
2009

 

ONG S.O.S Cuesta de Botucatu participa de ações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente realizadas no Parque Joaquim Amaral Amando de Barros.

 

O Domingo no Parque é um evento da Prefeitura de Botucatu realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente que utiliza o espaço do Parque Municipal Joaquim Amaral Amando de Barros para desenvolver atividades de lazer e diversão que sensibilizem a população para as questões ambientais.

Mensalmente são abordados diferentes temas ambientais que são apresentados à população através de exposições, teatro, música e muita diversão para as crianças.

A ONG S.O.S Cuesta de Botucatu participou de 4 eventos do Domingo no Parque:

 

 

 

15 de março de 2009 - CAMPANHA USO RACIONAL DA ÁGUA

 

 

O dia mundial da água, comemorado em 22 de março, serviu de tema para o primeiro evento do Domingo no Parque, quando foi lançada a campanha pelo uso racional da água.

A S.O.S Cuesta participou do evento apresentando um painel de fotos do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho e montou 2 maquetes representando um ambiente ribeirinho degradado e um ambiente ribeirinho preservado.

 

 

Painel de fotos da melhoria da qualidade ambiental do Ribeirão Tanquinho

 

 

Grupo Meninos do Brasil conhecendo as ações da S.O.S Cuesta de Botucatu

 para melhorar a qualidade ambiental do Ribeirão Tanquinho

 

 

Maquete representando um ambiente ribeirinho degradado

 

 

Representação da poluição e assoreamento da calha do rio, invasão das APPs

por edificações irregulares, ausência de mata ciliar, depósito de lixo e entulho

 

 

Maquete representando um ambiente ribeirinho preservado, com água limpa,

leito do rio preservado, com  de mata ciliar e sem lixo, entulho e edificações nas APPs.

 

 

A mata ciliar protege o leito e as margens do rio, facilita a drenagem do solo,

mantém a umidade ar e a temperatura mais amena.

O Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho tem como  objetivos contribuir com a recuperação e preservação do ecossistema do Ribeirão Tanquinho com o envolvimento da sociedade, visando o desenvolvimento da consciência cidadã. As atividades desenvolvidas neste Programa estão voltadas para o reflorestamento das margens  do Ribeirão Tanquinho, da nascente até a sua confluência com o Ribeirão Lavapés e com a Educação Ambiental no sentido de ressaltar a importância da água na manutenção da vida e valorizar a quantidade e a qualidade das águas do ribeirão.

 

 

 

24 de maio de 2009 - CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

 

Para levar informações sobre Conservação da Biodiversidade para os visitantes do Parque Municipal Joaquim Amaral Amando de Barros, a ONG S.O.S Cuesta utilizou uma série de fotos e cartazes contendo a definição de biodiversidade, a inter relação com os seres humanos e as principais ameaças à biodiversidade, dentre elas, enfatizamos as queimadas

BIODIVERSIDADE  Bio = Vida Diversidade =  Variedade,  Diferença
    Fartura, Abundância,
    Multiplicidade, Riqueza

Biodiversidade é a variedade de vida no planeta terra

A espécie humana depende da Biodiversidade para a sobreviver.

A Biodiversidade é  fonte de recursos, fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada agro biodiversidade.

O papel da Biodiversidade é "ser um espelho das nossas relações com as outras espécies de seres vivos", uma visão ética dos direitos, deveres, e educação.

Principais ameaças à Biodiversidade

A caça predatória e ilegal, a biopirataria, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas, a poluição de rios.

Queimadas

O Fogo afeta diretamente a físico química dos solos; deteriora a qualidade do ar; reduz a  Biodiversidade; prejudica a saúde; atua nas mudanças climáticas tanto no efeito estufa quanto na destruição da camada de ozônio.

O fogo é um catalisador primário das mudanças climáticas globais. A queima da vegetação natural  e incêndios florestais combinados, liberam na atmosfera uma quantidade de dióxido de carbono equivalente à metade de tudo o que deriva da queima de combustíveis fósseis. Quanto mais incêndios e queimadas, mais dióxido de carbono é liberado e mais aquecimento é promovido. O dióxido de carbono, gás do efeito estufa, absorve a radiação solar na atmosfera, aprisionando o calor na Terra. Na atmosfera, o ozônio tem a capacidade de absorver a radiação UV-B. As queimadas contribuem para intensificar a produção de ozônio “ruim”que na camada mais baixa da atmosfera, a troposfera, torna-se um gás poluente.

Aquecimento Global é fogo!

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (International Painel on Climate Change - IPCC) conclui, no seu Terceiro Relatório de Avaliação, que a temperatura média da atmosfera tem aumentado em 0.6ºC + 0.2ºC durante o século XX. Os modelos globais do IPCC têm mostrado que entre 1900 e 2100 a temperatura global pode aquecer entre 1.4 e 5.8ºC, o que representa um aquecimento mais rápido do que aquele detectado no século XX e que, aparentemente, não possui precedentes durante, pelo menos, os últimos 10.000 anos.

O aquecimento global recente tem impactos ambientais intensos (como o derretimento das geleiras e calotas polares), assim como em processos biológicos (como os períodos de floração). Os climas mais quentes provocados pelo aquecimento global podem aumentar a incidência de casos de peste bubônica, assim como aumentar o número de doenças tropicais, como a malária, a dengue e a desinteria. Seja por causa da piora nas condições de saúde, devido à disseminação destas enfermidades, ou por causa da diminuição do suprimento de água, os países da África, da Ásia e da América do Sul são os mais vulneráveis às conseqüências do aquecimento da Terra.  

Também existem evidências de que eventos extremos, como secas, enchentes, ondas de calor e de frio, furações e tempestades, têm afetado diferentes partes do planeta e produzido enormes perdas econômicas e de vidas. Como exemplos os furacões Katrina, o inverno extremo da Europa e Ásia em 2006. No Brasil, o furacão Catarina, a recente seca da Amazônia e as secas nos estados do sul do país. Há, ainda, impactos relacionados, como alterações na biodiversidade, aumento no nível do mar e impactos na saúde, na agricultura e na geração de energia hidrelétrica que já afetam o Brasil, assim como o restante do planeta.

Efeito Estufa é fogo!

O efeito estufa é um fenômeno natural: parte do calor da energia solar que atinge o planeta é aqui retida por gases que se acumulam na atmosfera - parte desse calor é liberado para o espaço. Mas a concentração na atmosfera de alguns desses gases, especialmente gás carbônico, aumentou muito no século XX, em virtude do intenso e crescente uso de combustíveis derivados do petróleo, gás e carvão; do desmatamento; das queimadas; do aumento de resíduos orgânicos nas cidades ou nas atividades agropecuárias; no uso de substâncias e gases em processos industriais e equipamentos.

Todos esses itens conduzem a uma intensificação do efeito estufa e são as causas principais do aquecimento observadas nos últimos 100 anos. Esses gases (gás carbônico, metano, dióxido de enxofre etc.) permanecem na atmosfera por décadas, o que significa que, se as emissões fossem zeradas, o planeta continuaria aquecendo e o clima continuaria sofrendo transformações por muito tempo, ainda que numa taxa menor.

No Brasil, três grandes fatores contribuem com as causas: o desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica, o aumento das queimadas e o uso de combustíveis especialmente derivados do petróleo ou carvão mineral.

Espaço da ONG S.O.S Cuesta visitado pela população

 

 

Painéis de fotos e cartazes explicativos sobre a Biodiversidade. As queimadas

estão entre  e as principais ameaças à Biodiversidade

 

 

 

Bonecos gigantes que compõem a Campanha de Combate e Prevenção de

Queimadas Rurais e Urbanas desenvolvida pela ONG desde 2003

 

 

 

Crianças brincando com o dragão Chaminé

 

 

Bandeiras de sensibilização sobre as queimadas que contribuem para o

aquecimento global e no processo das mudanças climáticas

 

 

 

 

07 de junho de 2009 - Semana do Meio Ambiente

 

 

 

 

 

Em comemoração à semana do meio ambiente, a ONG S.O.S Cuesta participou das festividades promovidas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente no Parque Municipal Joaquim Amaral Amando de Barros, lançando o "Programa Pomares Urbanos: frutos da gestão ambiental do Ribeirão Tanquinho" que  pretende transformar os quintais vizinhos às Áreas de Preservação Permanente(APPs) do Ribeirão Tanquinho em verdadeiros Pomares Urbanos.

 

 

(O Ribeirão Tanquinho nasce na rua Salim Kahil, percorre 2,5 Km em área totalmente urbana e deságua no Córrego Água Fria, em frente à Rodoviária Municipal. A ONG S.O.S Cuesta de Botucatu iniciou seus trabalhos de recuperação da nascente e margens do Ribeirão Tanquinho em 2001 quando plantou mais de 5 mil mudas florestais de espécies nativas da região.)

 Uma das formas de preservar o Ribeirão Tanquinho e suas APPs é dar utilidade para estas áreas

(APP: Área de Preservação Permanente – Código Florestal. Considera-se de Preservação Permanente toda vegetação natural situada ao longo de qualquer curso d’água. Rios de até 10 m de largura devem ter a largura de 30m de suas margens protegidas.)

Não pode edificar, mas pode florir e frutificar.

 

O Que Queremos

1. Proteger as APPs através de plantios nos quintais que dão fundos para o Ribeirão Tanquinho, utilizando espécies frutíferas nativas e exóticas.

2.Executar Plantios de Enriquecimento nas APPs, utilizando espécies frutíferas nativas  que permitirão a perpetuação da mata ciliar

Porque faremos

Para melhorar a qualidade das APPs e preservar o rio urbano; Para melhorar a alimentação dos moradores, visitantes, pássaros, peixes e pequenos mamíferos; Para valorizar o ambiente ribeirinho; Para colaborar com a reurbanização dos bairros ribeirinhos; Para aumentar a biodiversidade; Para incentivar e cultivar boas práticas

Parceiros

Até o presente momento são parceiros do Programa Pomares Urbanos:

 PET – Engenharia Florestal - O PET (Programa de Educação Tutorial) da Engenharia Florestal é um grupo composto por treze alunos de graduação e um professor tutor. O grupo faz parte de um programa financiado pela Secretaria de Educação Superior, com a finalidade de formar profissionais dotados de liderança intelectual, pensamento crítico e capacidade de disseminação de aprendizado, contribuindo assim com a melhoria do curso de graduação através da interação constante com ensino, pesquisa e extensão.

Prefeitura de Botucatu - Através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Unidade de Negócios do Médio Tietê.

A ONG S.O.S Cuesta e os alunos do PET Florestal, aproveitaram o espaço fornecido pela Secretaria do Meio Ambiente no Parque Municipal para divulgar o Programa Pomares Urbanos e seus parceiros, utilizando-se de painéis contendo fotos e cartazes explicativos, uma maquete e um display para colocar o rosto e tirar fotos que alegrou  crianças e adultos.

 

Espaço do Programa Pomares Urbanos

 

 

Painéis de fotos, cartazes explicativos e maquete do Programa Pomares Urbanos

 

 

Aluno do PET explicando para os visitantes o Programa Pomares Urbanos

 

 

Crianças posando para foto no display do Programa Pomares Urbanos

 

 

 

 

30 de agosto de 2009 - Combate à Poluição

 

 

 

 

 

 

A Secretaria de Meio Ambiente promoveu o “Domingo no Parque” dessa vez abordando o tema “Combate à Poluição”, no Parque Municipal “Joaquim Amaral Amando de Barros”, Jardim Paraíso.

Para celebrar a luta em defesa do meio ambiente, entidades ambientalistas e sociais do município levaram alguns trabalhos de conscientização para combater a poluição e preservar a natureza.

Além disso, as habituais brincadeiras educativas e as atrações artísticas como o Coral Municipal, apresentação de malabares e danças trouxeram alegria  aos visitantes.

A S.O.S Cuesta participou deste evento levando conhecimento aos visitantes do Parque sobre os danos ambientais causados pelo excesso de sacolas plásticas distribuídas no comércio. O plástico leva cerca de 400 anos para se decompor nos aterros sanitários ou nos lixões e o uso de material descartável em excesso resulta no acúmulo de lixo que vai parar nos bueiros, nos rios e nos mares, matando animais, demandando altos investimentos do governo para limpar essa sujeira e piorando a qualidade de vida das pessoas.

Para provocar a reflexão dos visitantes e claro, incentivar o uso de sacolas ecológicas e retornáveis, a ONG utilizou o espaço disponibilizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, transformando a barraca em uma sala de cinema improvisada, toda coberta de plástico e sacos plásticos, para apresentar o documentário "Do plástico ao pano - pratique esta idéia" de Adriana Aneas.

 

Barraca transformada em sala de cinema, toda de plástico e decorada

com muitas sacolas de plástico. Visual poluído!

 

No interior da barraca, os visitantes trocam idéias sobre o filme e

como combater a poluição causada pelo plástico

 

A ONG também utilizou painéis com fotos e cartazes para informar a população sobre o uso excessivo de sacolas plásticas e o que os governos estão fazendo para diminuir esse impacto planetário e lança a Campanha a Favor do Uso de Sacolas Retornáveis:

"A cidade de Botucatu entra hoje na luta a favor do uso de sacolas ecológicas, uma tendência cada vez mais difundida no PLANETA: a restrição ou proibição do uso de sacolas plásticas nos supermercados e demais estabelecimentos comerciais.

Na Irlanda, o consumidor paga desde 1997 um imposto de nove centavos de libra por cada sacola de plástico, o que estimulou a diminuição em 90% do consumo. O dinheiro é destinado a um fundo de gestão do lixo.

Na Alemanha, quem não anda com sua própria sacola a tiracolo é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso dos sacos plásticos nas lojas.

A cidade de São Francisco, EUA, aprovou um projeto que proíbe a comercialização nos grandes supermercados de sacos plásticos fabricados a partir de substâncias derivadas do petróleo.

A capital do México proibiu que supermercados e lojas entreguem sacolas plásticas aos clientes gratuitamente.

O Chile quer extinguir, por lei, o uso de sacolinhas plásticas até 2011.

As lojas estão proibidas de dar sacolas plásticas a seus clientes na China, onde a população consome 3 bilhões de bolsas descartáveis por dia.

Os países da África: Ruanda, Quênia, Tanzânia e África do Sul, proibiram o uso de sacolinhas plásticas.

Bangladesh – Por favorecer entupimentos em redes de drenagem pluvial, a sacola plástica foi proibida. A medida contempla a fabricação, comercialização e uso.

Índia – Para impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado), alguns Estados proibiram a produção, estoque, uso, venda e distribuição. (Da Agência Imprensa Oficial com Secretaria Estadual do Meio Ambiental).

NO BRASIL

Campanha federal lançada em junho pretende reduzir sacolas plásticas.

Em Joinville e São Paulo, as padarias dão desconto para quem dispensa sacola de plástico. Vale para o pão e para o leite também.

Quatro estados brasileiros já adotam como lei o uso de embalagens retornáveis: Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Paraná e, recentemente, o Rio de Janeiro.

As cidades de Belo Horizonte (MG), Volta Redonda (RJ), João Pessoa (PB) e as paulistas Sorocaba, Piracicaba, Jundiaí, Mogi das Cruzes e Guarulhos também implantaram a Lei das Sacolas Plásticas

Com tantos exemplos de preservação espalhados pelo mundo, esta é a hora da nossa cidade se manifestar e agir.

Consuma sacolas plásticas de maneira consciente: Reduza – Recicle – Reutilize e sempre que puder RECUSE.

 

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