Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho

Por ser uma ONG com uma forte tendência à preservação do ambiente urbano, a S.O.S Cuesta de Botucatu escolheu o Ribeirão Tanquinho  para desenvolver sua primeira ação.                  

O Ribeirão nasce dentro do perímetro urbano da cidade de Botucatu, próximo à rua Salim Kahil, percorre 2,5 Km em área residencial e encontra-se com o Córrego da Água Fria, em frente à Rodoviária. Caminham em direção ao Ribeirão Lavapés, antes da Fazenda Lageado e juntos, engrossam as águas do Rio Tietê

Área urbana de Botucatu. Parte superior da foto encontra-se a nascente do Ribeirão Tanquinho

que corre entre as avenidas Dom Lúcio (à esquerda) e a Vital Brasil (à direita)

Em 1998, boa parte do Ribeirão ficou livre do esgoto da cidade. Este fato foi decisivo na revitalização do Ribeirão, que voltou a  ter suas águas transparentes, a presença de peixes e de grande variedade de aves e pequenos mamíferos. Diante desta rápida resposta do meio ambiente, a ONG iniciou seus trabalhos de recuperação  e conservação da nascente e margens do Ribeirão Tanquinho.        

O Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho tem como principais objetivos:

1. Recuperar e preservar o ambiente ribeirinho, com o envolvimento da sociedade, visando o desenvolvimento da consciência cidadã.

2. Reflorestar as margens do Ribeirão Tanquinho, da nascente à confluência com o Ribeirão Lavapés.

3. Contribuir para a educação ambiental.

4. Preservar o manancial do Município de Botucatu.

5. Preservar as espécies florestais e frutíferas nativas, que servem de alimento e abrigo para aves e outros animais da região.

 6. Preservar a bacia hidrográfica do Rio Tietê.

Em 23 de maio de 2001, a S.O.S Cuesta de Botucatu apresentou ao DEPRN – Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais, órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o Projeto de Restauração Florestal das margens do Ribeirão Tanquinho,  e obteve permissão do mesmo departamento para efetuar o plantio nos 30 metros de cada lado que margeiam o Ribeirão, numa área de aproximadamente 40.000 m2, correspondentes aos primeiros quatro quarteirões da área total a ser reflorestada.

A organização recebeu da Prefeitura Municipal de Botucatu, da Fundação Florestal do Estado de São Paulo – Unidade Botucatu, da Casa da Agricultura de Botucatu (CATI) – Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo e da Dra. Nelita Maria Corrêa, a doação de mudas de essências nativas para esta primeira fase de plantio.

Neste mesmo mês de maio de 2001, foram realizadas duas reuniões com os moradores do entorno do primeiro trecho a ser reflorestado, para a apresentação da ONG e de seus objetivos e para convidá-los a participar daquela ação.

A S.O.S Cuesta de Botucatu contatou a Companhia Agrícola de Botucatu, proprietária da Fazenda Morrinhos, do Município de Botucatu, que cedeu mão de obra  (mais ou menos 40 trabalhadores, com alimentação), que efetuou a coleta inicial de lixo (12 toneladas de lixo), a capinação, fez as covas e adubou a terra, nas margens do Ribeirão Tanquinho, numa área de 20.000 m2. A Fazenda Morrinhos também forneceu um trator e adubo químico.  

Quarteirão 1 - Capina da área da nascente, localizada entre as ruas Salim Kahil e Prudente de Moraes. A área de preservação permanente (APP)  conserva os 50 metros exigidos pelo Código Florestal.

 

Capina e coleta de lixo. Quarteirão 2 entre as ruas Prudente de Moraes e Campos Salles

 

Trabalhadores da Fazenda Morrinhos. Quarteirão 4. Entre Visconde do Rio Branco e Tonico de Barros

Diante das dificuldades encontradas na organização do evento do reflorestamento, a ONG entendeu que seria mais racional dividir o Programa em três fases de execução. 

Fase I: Plantio de essências nativas na nascente e margens do Ribeirão, entre as ruas Salim Kahil e Prefeito Tonico de Barros, numa área em que o Ribeirão percorre quatro quarteirões, com a participação dos alunos das escolas de Botucatu. Antes e durante o evento, os alunos tomariam conhecimento de assuntos ligados ao meio ambiente e técnicas de plantio.

  Fase II: Plantio de essências nativas nas margens do Ribeirão com a participação de estudantes das escolas de Botucatu e dos moradores do entorno, uma vez que o Ribeirão corre nos fundos de muitos quintais.  

Devido à  extensão da área percorrida pelo Ribeirão, entre as ruas Prefeito Tonico de Barros e a Rua Tiradentes, num total de doze quarteirões de diferentes dimensões, a ONG dividiu a Fase II em três etapas de reflorestamento:

1 - Da Rua Prefeito Tonico de Barros à Rua José Dal Farra

2 - Da Rua José Dal Farra à Rua Coronel Fonseca

3 - Da Rua Coronel Fonseca à Rua Tiradentes onde o Ribeirão Tanquinho encontra-se com  o Córrego da Água Fria.

Fase III: Educação Ambiental voltada para os alunos das escolas e principalmente para o cidadão botucatuense  abordando temas referentes  à coleta seletiva de lixo, queimadas, conservação dos recursos hídricos, conservação das matas ciliares e desenvolvimento da consciência cidadã.

 

Fase I do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do  Ribeirão Tanquinho

Entre os dias 05 e 09 de junho de 2001, em comemoração à Semana do Meio Ambiente, a ONG e parceiros iniciaram o plantio de mudas de árvores nativas, a partir da cabeceira do Ribeirão Tanquinho, localizada no Bairro Tanquinho, zona urbana do Município de Botucatu.

Nesta primeira fase, a área de reflorestamento ficou restrita às áreas de preservação permanente contidas nos quatro primeiros quarteirões, entre as ruas Salim Kahil e Prefeito Tonico de Barros

A atividade do plantio contou com a participação de diversas escolas botucatuenses, tanto públicas quanto particulares, desde a educação infantil até o ensino superior, inclusive classes de alunos especiais.  

Alunos de várias escolas plantando na APP da nascente.

Plantio da APP da nascente - Colégio La Salle

Plantio Quarteirão 2 - CEPRA

Plantio Quarteirão 3 -Américo V.dos Santos

Plantio Quarteirão 4 - EECA

Antes e durante o plantio, os alunos recebiam informações variadas sobre recursos hídricos, mata ciliar, poluição, queimadas e lixo. No evento, a organização contou também com a colaboração da Sabesp, que forneceu copos de água potável para os alunos.

Alunos, professores e parceiros receberam da ONG um certificados de participação, tendo sido entregues 1.400 certificados.

Instituições Educacionais Beneficiadas

1.    CEI Profª. Rosemary Cassetari Ribeiro

2.    Centro Educacional  SESI

3.    CEPRA – Centro Educacional Prof. Reinaldo Andrelini

4.    Colégio Arquidiocesano La Salle

5.    Colégio Santa Marcelina

6.    Escola Aitiara

7.    Escola Estadual Cardoso de Almeida - EECA

8.    Escola Estadual Dr. Cardoso de Almeida

9.    Escola Estadual Prof. Américo Vergínio dos Santos

10.  Escola Técnica Estadual Dr. Domingos Miniccuci Fº 

11.  Grupo de Escoteiros Padre Anchieta

TOTAL DE ALUNOS PARTICIPANTES: 1.220

TOTAL DE MUDAS NATIVAS PLANTADAS: 3.800

Durante o segundo semestre do ano de 2001, as atividades no Ribeirão Tanquinho ficaram restritas à manutenção do reflorestamento. Funcionários da Prefeitura Municipal e contratados temporariamente pela ONG promoveram a capina e o coroamento das mudas, combate às formigas, adubação, rega, abertura de aceiros e a limpeza da área com roçadeira costal.

No dia 5 de Fevereiro de 2002, um grande incêndio atingiu o reflorestamento, na área da nascente do Ribeirão, entre as Ruas Salim Kahil e Prudente de Moraes.

Queimada reflorestamento margem direita

Queimada reflorestamento margem esquerda

Perderam-se aproximadamente 400 mudas. O restante sofreu pequenos danos, uma vez que logo rebrotaram. Como conseqüência da queimada, essas mudas terão um atraso no seu crescimento, demorando um pouco mais de tempo para produzir boa sombra e bons frutos.

 

Fase II do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do  Ribeirão Tanquinho

 

 No ano de 2002, na Semana do Meio Ambiente, a S.O.S Cuesta de Botucatu deu início à Fase II do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho, realizando o replantio das mudas de espécies nativas na área da nascente.

      O replantio foi realizado em função de falhas naturais de pegamento das mudas e também devido ao incêndio que afetou a área no mês de fevereiro de 2002.

Cerca de 150 alunos da 3ª e 4ª séries da Escola Municipal de Ensino Fundamental Rafael de Moura Campos e 43 alunos do Ensino Fundamental de diferentes séries do Colégio Gemini, participaram do plantio de mais de 430 mudas de espécies nativas e frutíferas.

Replantio da área da nascente Replantio Peixamento

Além do plantio, as crianças participaram da soltura de peixes nas águas do Ribeirão que foram doados pelo membro da ONG, o Prof. Dr. Helton Carlos Delicio, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências – UNESP/Botucatu.

As mudas do replantio foram doadas pelo Instituto Florestal, Unidade de Botucatu, trazidas do Viveiro do CEDEPAR – Consórcio de Estudos Pesquisa e Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo – consórcio  formado pelos municípios de Botucatu, Itatinga e Pardinho.

Nos meses que sucederam ao replantio, a ONG promoveu o manejo da área reflorestada executando o coroamento das mudas, capina, rega, combate a pragas e formigas, adubação e manutenção dos aceiros.   

Também iniciou a delimitação de áreas reservadas para o plantio de espécies ornamentais, vislumbrando a implantação de pequenas áreas de lazer munidas de bancos e brinquedos transformando o reflorestamento no maior jardim da cidade.

Na Semana da Primavera, entre os dias 23 e 26 de setembro de 2002, foi executada a 2ª etapa da Fase II do Programa prevista para realizar o plantio de mudas nativas nas APPs entre as ruas José Dal Farra e Coronel Fonseca.

Alunos do Colégio La Salle e da Escola Municipal de Primeiro e Segundo Graus Dr. João Maria Araújo Jr. participaram do plantio de 680 mudas de espécies nativas. 240 alunos de 3ª e 4ª séries do ensino fundamental tiveram a oportunidade de percorrer uma trilha entre densa vegetação de mata ciliar intacta até chegar às margens do Ribeirão com águas cristalinas correndo em seu leito original, sem erosão ou marcas de degradação.

Plantio Quarteirão 9 - La Salle

João Maria de Araújo Jr

Trilha Ribeirão Tanquinho

 

Ribeirão Tanquinho

 

Além do plantio e da trilha, os alunos coletaram uma quantidade enorme de lixo na área próxima ao plantio e puderam comparar o ambiente degradado e poluído com o ambiente preservado e limpo.

Para cada turma de alunos foi ministrada palestra sobre a importância da água e sua relação com a mata ciliar.

Neste evento, contamos com a participação da Prefeitura Municipal de Botucatu que forneceu a mão de obra para a limpeza da área e abertura das covas para o plantio, da Secretaria de Meio Ambiente que percorreu a trilha e proferiu palestra educativa e da Vigilância Sanitária, que pesquisou a existência de esgoto clandestino e a presença de mosquitos transmissores da dengue.

 

Fase III do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do  Ribeirão Tanquinho

 

Dando início à fase de Educação Ambiental, no ano de 2003, a ONG desenvolveu  atividades envolvendo os moradores do entorno do Ribeirão Tanquinho e alunos  do ensino fundamental.

A ONG criou a cartilha Ribeirão Tanquinho Vivo, destinada aos alunos do ensino fundamental das escolas botucatuenses e para a população do entorno do Ribeirão.

Esta cartilha tem como objetivos a divulgação da S.O.S Cuesta de Botucatu, do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho e a conscientização da importância de recuperar áreas de mananciais através do reflorestamento e despoluição dos recursos hídricos.

Para a impressão de 5000 cartilhas, a ONG teve ajuda financeira do Colégio La Salle, Instituto Elo, Fundação Florestal, Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Instituto de Biociências – UNESP e do PEOEX – Pró-reitoria de Extensão Universitária.

Outras atividades de educação ambiental foram desenvolvidas em decorrência de fatos pontuais, como as queimadas das áreas do reflorestamento, da quantidade de lixo e entulho depositado nas APPs e a constatação de que a população em geral desconhece a legislação ambiental e a necessidade de se preservar os recursos naturais.

  • Para prevenir e combater as queimadas na área do reflorestamento, a ONG instalou placas educativas para chamar a atenção da população e investiu em aceiros e na capina do reflorestamento. Também atuou em políticas públicas e trabalhou na consolidação da Campanha de Prevenção e Combate às Queimadas Rurais e Urbanas.

  Queimada no reflorestamento da nascente

Placas educativas abordando a legislação vigente

Coroamento das mudas

Aceiro

Roçada Mecânica

Reflorestamento capinado

  • Para minimizar o impacto causado pela má disposição de lixo doméstico e entulho nas APPs, a ONG promoveu três mutirões de limpeza retirando grande quantidade de objetos como sofás, pneus, móveis de cozinha, animais mortos e muito plástico. Para incentivar a redução do volume de lixo e conscientizar os moradores do entorno, a ONG desenvolveu um projeto piloto de separação de materiais para reciclagem, o projeto Lixo BOM.

No início do mês de junho de 2003, os alunos de graduação visitaram 251 residências, em 7 quarteirões no entorno do Ribeirão, distribuíram a Cartilha “Ribeirão Tanquinho Vivo”, o folder “Projeto Lixo Bom”, preencheram o questionário e orientaram as donas de casa para embalar o material a ser reciclado num único saco, de cor verde, fornecido pela ONG. Este saco diferenciado seria recolhido, em dias pré-estabelecidos, por coletores ambientais, cadastrados pela ONG.

Retirada de sofá da calha do Ribeirão Tanquinho. Participaram deste mutirão o Tiro de Guerra, a Sabesp, moradores e a ONG.

  • Para formar multiplicadores de ações ambientalmente sustentáveis a ONG desenvolveu o projeto Monitores Ambientais, destinado aos alunos de 6ª Série da Escola Municipal de 1º e 2º graus Dr. João Maria Araújo Junior e alunos do Colégio Arquidiocesano La Salle, situadas no entorno do Ribeirão Tanquinho. Esta atividade visa a capacitação dos alunos na identificação de problemas ambientais e e incentiva os pais e filhos a resolverem estes problemas.

 

Alunos e membros da ONG identificando problemas ambientais na APP da nascente do Ribeirão Tanquinho

 

 Empresa Amiga do Ribeirão Tanquinho

 

No ano de 2003 a ONG elaborou a campanha denominada Empresa Amiga do Ribeirão Tanquinho, destinada às empresas que queiram colaborar com a ONG S.O.S. Cuesta de Botucatu no projeto de reflorestamento do Ribeirão Tanquinho.

 Recuperando a fauna e flora, esperamos também recuperar a cidadania da população com atividades voltadas para a educação ambiental, para que todos possam usufruir, com sabedoria, de um belo jardim.

O Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho visa reflorestar a nascente e margens do Ribeirão com árvores nativas e plantas ornamentais, transformando uma área de 12 quarteirões no Maior Jardim da Cidade.

O objetivo da Campanha Empresa Amiga do Ribeirão Tanquinho, é obter recursos financeiros para manter, na área do reflorestamento, um trabalhador rural com a função de coroar as mudas, manter aceiros limpos, capinar, plantar, dar combate às formigas, coletar lixo e impedir queimadas. Seja Amigo do Ribeirão Tanquinho."

 

A ONG também criou um selo da Campanha, incentivando a população botucatuense a adquirir produtos ou usar os serviços das empresas que possuíssem o selo de empresa amiga.

 

 

 

As seguintes empresas são Amigas do Ribeirão Tanquinho: Supermercado Jaú Serve, Botudog, Café Caruso, Bom Pra Cachorro, Unifac, Colégio Gemini , Estância das Hortênsias , O Boticário, Proex.        

 

Ainda com o intuito de captar recursos, a ONG enviou o Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho para o Proex, Pró-Reitoria de Extensão Universitária da UNESP, por intermédio do  Vice-Presidente da ONG, o Professor Doutor Helton Carlos Delicio do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências, Unesp - Botucatu

Funcionário contratado com o patrocínio da Empresa Amiga do Ribeirão Tanquinho para realizar a manutenção do reflorestamento e implantar o maior jardim da cidade.

Durante os 4 primeiros anos de atividades, a ONG teve a oportunidade de ouvir a população do entorno que almeja por melhorias como para-peitos nas pontes, calçadas, lixeiras, limpeza das margens do Ribeirão, criação de áreas de lazer e a  retirada do esgoto clandestino.

 

Para moradores, a manutenção do Ribeirão Tanquinho é dever da Prefeitura Municipal

 

Uma pesquisa, desenvolvida pela aluna de biologia Renata Felipe, sob orientação do docente do Instituto de Biociências Helton Carlos Delicio, foi realizada durante o ano de 2004, com os moradores do entorno do Ribeirão Tanquinho.

Segundo Helton, que também faz parte da Coordenadoria de Recuperação de Áreas Degradadas da ONG S.O.S. Cuesta de Botucatu, o intuito da pesquisa era detectar as falhas do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho e quais eram os anseios dos moradores do entorno quanto à área em questão.

Após análise dos questionários, verificou-se que 82,5% da população estava ciente das atividades realizados pela ONG, sendo que as atividades mais notadas foram o reflorestamento (20%), colocação de placas educativas (19%), separação de lixo, através do projeto Lixo BOM (15%) e as atividades de Educação Ambiental com escolas (13%).

Quando os moradores foram questionados sobre a disposição e interesse de participarem ativamente das atividades do Programa, 54% responderam positivamente.

Quanto ao futuro da área,  foi detectado que 55% dos entrevistados gostariam de ver o local transformado em Parque Municipal, assim, a área receberia maior atenção e cuidados permanentes.

Para grande parte dos moradores (47%), a manutenção da área deveria ficar a cargo da prefeitura, seguida pela comunidade local (27%) e pela ONG (26%).

Para Helton, a avaliação dos anseios da comunidade ribeirinha é importante quando se procura realizar um trabalho eficaz, que envolva a interação entre o homem e o meio ambiente: "De fato, a população está preocupada em manter e conservar a área, porém a comunidade não tem iniciativa para buscar melhores condições. Em vez disso, os moradores do entorno do Ribeirão Tanquinho justificam sua imparcialidade pela falta de auxílio externo e apoio de órgãos competentes", conclui Helton.

 

Resultados


Até o ano de 2005, o Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho envolveu diretamente em suas atividades:

  • 18 escolas públicas e particulares;

  • 2.800 alunos do ensino fundamental;

  • 5.400 árvores nativas foram plantadas;

  • Distribuiu 4.830 cartilhas "Ribeirão Tanquinho Vivo" para os alunos do ensino fundamental e para a população do entorno;

  • Distribuiu 500 cartilhas Lixo BOM

  • Desenvolveu três projetos de Educação Ambiental (Campanha contra Queimadas, Projeto Monitores Ambientais e Projeto Lixo BOM);

  • Realizou três mutirões de limpeza das Áreas de Preservação Permanente contando com o apoio da Sabesp, do Tiro de Guerra e moradores.

  • Implementou o projeto Empresa Amiga do Ribeirão Tanquinho. As empresas financiaram os custos de um trabalhador rural para promover a manutenção das mudas de árvores durante dois anos. Com isso, o projeto gerou empregos diretos e indiretos.

  • Envolveu a comunidade do entorno, desenvolvendo a consciência cidadã.

  • Exerceu papel agregador, atraindo empresas públicas e privadas que investiram na recuperação ambiental do rio urbano.

  • Foi pioneiro no programa de separação de lixo.

  • Todas as atividades e tarefas ligadas ao projeto foram divulgado no jornal Diário da Serra, num total de 25 reportagens.

  • O projeto foi apresentado no I Encontro Regional de Recursos Hídricos realizado em 2006 pela Secretaria Municipal do meio Ambiente;

  • O projeto foi apresentado para os alunos do Departamento de Recursos Naturais da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Botucatu, SP.

  • O projeto foi apresentado em reunião do Lions Clube de Botucatu

  • O projeto foi apresentado em reunião do Rotary Clube

  • O projeto foi apresentado na semana do voluntariado do Sesi;

  • O projeto foi apresentado na semana de ciências do Colégio La Salle

  • Além da execução do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Tanquinho, que basicamente consiste no plantio de árvores de essências nativas,  manutenção do reflorestamento  e educação ambiental, a ONG S.O.S Cuesta trouxe benefícios para o entorno: 

  • Construiu duas cercas de arame na nascente e ao redor da erosão e iniciou a recuperação da área.

  

  •  Construiu cercas de bambu nas ruas Prudente de Moraes e Visconde do Rio Branco improvisando guarda-corpos de proteção nas pontes;  

     

 

  • Fez 2 pontes de madeira

                        

  • Colocou placas educativas

 

 

 

 

Realização: ONG S.O.S Cuesta de Botucatu
 

Apoio: Instituto de Biociências - PROEX (Pró-Reitoria de Extensão Universitária)
 

Patrocínio: PROEX (Pró-Reitoria de Extensão Universitária) - FUNDIBIO. Empresas Amigas do Ribeirão Tanquinho: O Boticário, Café Caruso, Super Mercado Jaú Serve, Colégio Gemini, Colégio Seta, Botudog, Clínica Veterinária Bom Pra Cachorro.

 

Cartilha Ribeirão Tanquinho Vivo: Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Colégio La Salle, Fundação Florestal, Instituto de Biociências, Instituto Elo, PROEX.
 

 

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