Programa  Vida Silvestre

Conheça o Programa de Proteção e Pesquisa da Vida Silvestre da região de Botucatu

O Programa Vida Silvestre existe para proteger a Biodiversidade e os hábitats naturais da região da Cuesta de Botucatu, por meio da Educação Ambiental e trabalhos de conservação da natureza.

Histórico

O Programa Vida Silvestre nasceu no ano de 2004 para proteger uma Onça Parda (Puma concolor) que corria o risco de ser retirada de seu habitat natural por estar se alimentando de ovelhas de experimento da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP/Botucatu.

Da mobilização pela permanência da onça, surgiram várias ações visando a Educação Ambiental dos moradores do entorno, residentes, professores, alunos e freqüentadores da Fazenda Experimental Edgárdia através de palestras, distribuição de cartilhas, cartazes, venda de camisetas e adesivos.

A partir daí, iniciou-se o monitoramento e o levantamento da fauna silvestre em fragmentos florestais da Fazenda Edgárdia, assim como o levantamento de animais silvestres atropelados nas rodovias da região de Botucatu. Em 2005 foram instaladas duas armadilhas fotográficas (Trapacâmera) para auxiliar os trabalhos na Fazenda Edgárdia.

Estratégias

  • Identificação e proteção dos refúgios da vida silvestre e corredores de biodiversidade;

  • Auxílio a projetos de levantamento e monitoramento de fauna

  • Identificação e combate a caça, atropelamento e outros agentes que causem impacto nas populações silvestres;

  • Realização de campanhas, palestras, oficinas, exposições e outras atividades visando a Educação Ambiental;

  • Desenvolvimento de Políticas Públicas para a proteção da Vida Silvestre da região.

Trabalhos realizados e em desenvolvimento

Monitoramento e Levantamento de Fauna: "O Vida Silvestre na Fazenda Edgárdia".

Uma das estratégias usadas pelo Vida Silvestre é o monitoramento de rastros e vestígios que permitem a identificação de espécies, áreas de ocorrência e a distribuição dos animais silvestres. Também são usadas armadilhas fotográficas instaladas nas áreas de circulação dos animais, auxiliando os estudos.

Levantamento de Atropelamentos nas rodovias da região.

Como parceiros da Ong, o DER, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e a Polícia Ambiental de Botucatu, recolhem os animais silvestres vítimas mortais de atropelamentos nas estradas da região e os entregam para pesquisa. Esses animais são então necropsiados no Departamento de Parasitologia e Microbiologia, Instituto de Biociências, UNESP/Botucatu e através desse exame pós-mortem, às vezes é possível identificar o conteúdo estomacal,músculos para análise genética de populações, coleta de exo e endoparasitas, diagnóstico de enfermidades infecciosas por técnicas moleculares realizados no Departamento de Moléstias Infecto Contagiosas da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP/Botucatu. Posteriormente os animais são taxidermizados e encaminhados para a coleção científica do Departamento de Recursos Naturais da Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP/Botucatu.

Inibição da Caça Predatória

Na região de Botucatu ainda existem caçadores que se utilizam de diversos métodos para capturar e matar animais silvestres. O Programa Vida Silvestre auxilia a Polícia Ambiental e outros órgãos competentes, na fiscalização e no combate à caça por meio da Educação Ambiental.

Participação em outros Projetos e Programas

O Instituto Giramundo Mutuando dará inicio em 2007 a vários trabalhos com animais silvestres e com a vegetação natural na Bacia Hidrográfica do Rio Alambari, Botucatu, através do PROGERA Ambiental. O Programa Vida Silvestre apóia e oferece auxílio técnico a esta iniciativa do Giramundo.

A Câmara Técnica do CEDEPAR, Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, Botucatu, é composta por várias entidades estaduais, municipais e da sociedade civil. Estas entidades formaram Grupos de Trabalhos para desenvolverem projetos de Reflorestamento, Qualidade da Água, Qualidade do Solo, Educação Ambiental e Fauna Silvestre para serem executados na Bacia do Rio Pardo. A Ong SOS Cuesta é a coordenadora responsável pelo tema Fauna.

O Conselho Gestor da APA Botucatu está trabalhando na elaboração de seu zoneamento ambiental. Neste trabalho a SOS propõe a efetivação da zona de Vida Silvestre e a criação de refúgios e corredores da biodiversidade

Políticas Públicas

Propostas para o Plano Diretor (Link em construção)

II Fórum de Desenvolvimento Local  (Link em construção)

Criação de Unidades de Conservação  (Link em construção)

Parceiros

Departamento de Recursos Naturais, UNESP, Campus de Botucatu

Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Botucatu

Secretaria Municipal do Meio Ambiente

Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Ambiental)

PROEX

Conselho Gestor da APA Botucatu

Conselho Consultivo do PNM "Cachoeira da Marta".

CEDEPAR

GEAS - Grupo de Estudo de Animais Selvagens

Floresta Viva

GEMA - Grupo de Estudo de Meio Ambiente

Departamento de Parasitologia e Microbiologia, IB, UNESP

Departamento de Moléstias Infecciosas, FMVZ, UNESP

Instituto Giramundo Mutuando

Associação Adão e Ema

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